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Afinal, existe argila comestível?

Não é nenhuma novidade que a argila é um elemento importante para os cuidados da pele e do cabelo.

Essas práticas são comumente chamadas de argiloterapia facial e capilar, respectivamente.

Por ser um produto natural, geralmente bem tolerado, muitas pessoas vão além: elas incorporam as argilas na alimentação e as comem.

Inclusive, nos últimos anos, alguns médicos e/ou nutricionistas já sugerem o uso desse elemento em planos alimentares de dietas.

Porém, será que comer argila faz bem?

Caso queira saber mais um pouco sobre isso, acompanha a leitura com a gente!

Argila branca com soro fisiológico: benefícios e como usar

O que é argila?

Há milênios, as argilas são utilizadas como os principais ingredientes para tratamentos de beleza e medicinais.

Porém, suas utilidades não param por aí: elas também são importantes para fabricar peças de cerâmica que usamos em nosso dia a dia.

Extraída de rochas vulcânicas sedimentares, a argila é composta por inúmeros minerais que são essenciais para o nosso organismo.

A quantidade desses componentes varia.

Assim sendo, cada tipo de argila apresenta uma cor e composição diferentes e, consequentemente, devem ser utilizadas para determinadas situações.

Por exemplo, para fios mais oleosos e peles com maior propensão de acne, a argila verde é uma ótima opção.

Já a branca, é indicada para qualquer tipo de pele, pois é a mais suave de todas já que é composta por alumínio, sílica, água e caulim.

Ela também é ótima para restaurar o brilho e hidratar o cabelo.

Para além destas, há uma grande diversidade de cores: vermelha, amarela, cinza, preta, rosa e roxa.

Sendo assim, antes de usa-las, é importante saber a funcionalidade de cada uma.

No entanto, no geral, as argilas são muito eficientes e benéficas para melhorar a pele e o cabelo.

Na pele

  • Age como cicatrizante
  • Tem poder antibacteriano
  • Absorve impurezas e toxinas
  • Controla e reduz a oleosidade
  • Tem propriedade antisséptica
  • Acalma
  • Combate cravos e espinhas
  • Promove reconstituição dos tecidos
  • Proporciona esfoliação da pele
  • Faz desintoxicação metabólica facial e corporal

No cabelo

  • Auxilia no combate à oleosidade
  • Tira as impurezas dos fios
  • Equilibra o pH do couro cabeludo
  • Promove limpeza profunda do couro cabeludo
  • Contribui para o crescimento capilar
  • Repõe minerais faltantes nos fios
  • Nutre o cabelo

Comer argila faz mal?

Por ter tantos nutrientes e minerais que ajudam no funcionamento do organismo, muitas pessoas acreditam que comer argila é saudável.

Aliás, essa prática é, muitas vezes, endossada por médicos.

Além deles, alguns nutricionistas sugerem e indicam que os pacientes introduzam a argila para emagrecer.

Isso porque ao consumir esse elemento, a argila faz volume no estômago o que gera uma sensação de “estar cheio”.

Dessa maneira, a pessoa não comer mais nada e acaba pendendo peso.

No entanto, comer argila faz mal. Inclusive, esse costume recebe o nome de “Geofagia”.

Este, por sua vez, significa o consumo compulsivo e obsessivo de terra ou barro. Nesse aspecto, a argila também está inclusa.

Normalmente, esse hábito é muito atribuído a mulheres grávidas que apresentam desejos estranhos e incomuns.

Porém, para além disso, a “geofagia” é uma doença que pode estar atrelada à problemas psicológicos, problemas relacionados à fome e deficiência de nutrientes como ferro, cálcio e zinco.

Ademais, problemas neurológicos, doenças psiquiátricas e costumes socioculturais também podem ser fatores primordiais para esse transtorno.

Independente do motivo, é certo que comer argila ou qualquer outra substância não alimentar pode causar malefícios a saúde dos indivíduos.

Esses danos podem ser distúrbios nos fígados, rins, no estômago e nos intestinos.

Além destes, infestação por vermes, envenenamento por arsênico e prisão de ventre.

Mas será que existe, de fato, alguma argila comestível?

Afinal, existe argila comestível?

Poucas pessoas sabem, mas existe um tipo de argila comestível: a argila bentonita.

Esse nome advém da cidade de Fort Benton, nos Estados Unidos, uma região que apresenta grande concentração de vulcões.

Sendo assim, esse tipo de argila é composto por cincas vulcânicas e rico em nutrientes como cálcio, cobre, sódio, magnésio, ferro, potássio e sílica.

Diferentemente das argilas que conhecemos, as quais utilizamos no cabelo e na pele, a argila bentonita pode ser ingerida.

Ao consumir, todos os nutrientes e vitaminas são absorvidos pelo organismo.

Dessa forma, a argila bentonita é utilizada para fortalecer o sistema imunológico.

Ela também é ótima para promover limpezas internas e para desintoxicar o organismo.

Além disso, ela também funciona para transportar mais oxigênio para as células, aumentar os probióticos, aliviar problemas digestivos e melhorar dentes e gengivas.

Nesses casos, para a consumação da argila bentonita, deve-se misturar com água.

Por conta disso tudo, muitos médicos e nutricionistas recomendam a argila bentonita para promover a perda de peso.

No entanto, a ideia não é substituir alimentos por ela. O mais indicado é usar esse tipo de argila como se fosse um suplemento alimentar.

Inclusive, não é muito difícil ver celebridades de Hollywood usando desse método. Porém, é preciso ficar atento em relação à quantidade.

Além disso, alguns produtos desse tipo de argila contêm traços de chumbo.

Sendo assim, não devem ser recomendados para crianças, gestantes e mulheres que estão em processo de amamentação.

Argila branca com óleo de coco: benefícios e como usar

E aí, já consumiu argila comestível?

O que achou?

Conta pra gente sua experiência!

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